vida

Viver

O que você faz da sua vida? Quanto se move para viver da forma que gostaria?

Existir não é viver. Viver exige mais. Atitude. Coragem. Iniciativa. Riscos. Paixão. Tesão. Planejamento. Grandeza. Atitude. Sim, duas vezes, porque se for pouca… Não rola.

Tem um desejo? Corra atrás. Jogue-se no escuro, no colorido, no azul do mar. Demonstre. Pense grande. Ousadia (e alegria). Medo e insegurança não são bem-vindos. Sabe aquela ideia no fundo da cabeça? Coloque em prática. Sabe o futuro? Construa-o. E quanto ao presente, só resta viver. Desfrute. A gente não pode deixar para amanhã o que poderia ter feito hoje. Afinal, “a vida é tão rara…”.

O novo assusta, mas deve ser enfrentado. Não percamos tempo.

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Era de amor que ela precisava…

Era disso que ela precisava. Ser amada. E mais nada. Mas ser amada simplesmente não contava. A gente ama muita coisa nessa vida. Reparem bem que eu disse “coisa”, porque é isso mesmo. Amamos chocolate, sorvete, primavera, ouvir música, ler até a madrugada, cantar no chuveiro. Amar é fácil, amar se tornou clichê. Não era só disso que ela precisava. Era de mais. Era daquele amor que chega, toma de assalto, rouba seu ar, deixa seu mundo colorido de novo. Daquele amor de novela – e de vida real – que te faz de pessoa mais importante do mundo. E, para isso, não bastava lhe dizerem que a amavam. Tinham de provar. Sempre dizia: “Atitudes valem mais que palavras”. E era pelas atitudes que ela aguardava, com que sonhava. Mas também queria as palavras, sim… Que paradoxo! Uma mulher moderna, mas que ainda trazia aquele romantismo exasperado e descontrolado (irracional?) dentro de si. “Te amo” ela não aceitava. Que pobre… Tinha de ser acompanhado por um “demais” – “muito” é muito comum, tá vendo? Ah, de preferência com um vocativo acompanhando, ao lado de um “minha”. Brega, não? Mas era assim que ela sorria. Depois, isso também já não era mais suficiente. Ela queria um amor eloquente, “amor maior que eu”, crescera ouvindo Jota Quest, né. “Te amo mais que TUDO no mundo.” É, era disso que ela gostava. Só que a questão é que não estava só em gostar, era uma espécie de necessidade. Uma necessidade emocional que lhe corroía. Precisava se sentir amada a todo o momento, tão amada quanto fosse possível ser o amor. Talvez tenha lhe faltado amor ao longo da vida… Talvez, não. Vai saber… Fato é que não adiantava que tentassem lhe questionar, lhe oferecer outras alternativas. Ela era bem clara no que era. Espelho da alma e do coração. Então, antes de importuná-la, era necessário se perguntar honestamente: “Sou capaz de amá-la acima de tudo, de fazer dela o meu mundo?”. Porque só amor não valia… Tinha de ser mais. Ela queria sempre mais! Era o amor que lhe dava vida, e era o amor que a enlouquecia…

(M.)

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